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Livro é lançado cinco anos após o sumiço de Naldinho

O novo livro do repórter de A Tribuna, Eduardo Velozo Fuccia, Naldinho – Uma História Sem Final, será lançado neste sábado, na Pinatecoteca Benedicto Calixto, em Santos. O evento será às 17h30.

Figura conhecida no mundo do crime, Naldinho saiu da prisão por força de um habeas corpus e pouco depois desapareceu sem deixar rastros. Ele era acusado de ser o chefe de uma quadrilha que explorava o tráfico de drogas, com ramificações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a facção carioca Comando Vermelho (CV).
 
Reconhecidamente inimigo do Primeiro Comando da Capital (PCC), seu sumiço intrigou o jornalista, que acompanhou bem de perto todo esse caso policial. “Ano passado, completou cinco anos do desaparecimento do Naldinho, uma data marcante. Tive um estalo e pensei que daria uma boa história”.
 
Eduardo Velozo, então, começou a levantar o material da época da prisão do criminoso e a colher novas informações. E foi justamente nessa captação que teve acesso a uma informação inédita. “Uma pessoa afirma que teve contato com Naldinho em 2012. Segundo me contou, ela recebeu uma ligação e o homem do outro lado da linha a tratou da forma peculiar de sempre, incluindo um apelido que só os dois conheciam”.
 
O jornalista, que também é advogado, conta que a fonte tentou minimizar essa conversa, ressaltando que não havia como ter certeza de que realmente a ligação havia partido dele, pois o telefone não possuía identificador de chamada. “Acho que a pessoa percebeu o que havia falado. No livro, dou o nome e todos os detalhes. Escrevi um capítulo somente sobre o assunto”.
 
Procurado
 

O lançamento do livro também promete pôr mais lenha na fogueira no próprio meio policial. “Ele figura como procurado pela Justiça. A polícia acredita na hipótese ou sugere que ele tenha mesmo desaparecido”.
 
O traficante tem contra si dois mandados de prisão preventiva e uma condenação de 33 anos e 4 meses sem direito a recorrer em liberdade por lavagem de dinheiro.