Guarujá começará a implantar distrito portuário no próximo ano PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Fernandes   
27-11-2014

Em 2015

Guarujá começará a implantar distrito portuário no próximo ano

Fernanda Balbino
A Prefeitura de Guarujá iniciará a implantação de seu distrito portuário no próximo ano. Ele ocupará um terreno de quatro quilômetros quadrados em Vicente de Carvalho, onde ficam os terminais marítimos da cidade. 
 
O plano foi anunciado pela prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), ontem, durante sua participação na última etapa da 12ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que aconteceu no Parque Balneário Hotel, em Santos. O fórum é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos.
 
A prefeita integrou o painel Porto-Cidade, no qual foram discutidas medidas para minimizar o impacto da atividade portuária nos municípios. Ao lado de Maria Antonieta, estavam o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Angelino Caputo e Oliveira, e o presidente da Associação Comercial de Santos (ACS) e diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, responsável pelo início dos debates.
 
Roberto Santini apresentou a posição dos empresários da região, destacando que são favoráveis à construção do túnel submerso que ligará as cidades de Santos e Guarujá. Além disso, expôs as preocupações do setor em relação aos gargalos nos acessos às duas margens do cais santista e, ainda, à necessidade de uma maior agilidade na solução de questões ambientais.
 
Em seguida, a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, destacou o plano de implantar um distrito portuário em Vicente de Carvalho. O plano é que a área, com 4 quilômetros quadrados, seja licitada ainda no próximo semestre.
 
“Para quem vem do sentido de São Paulo para Guarujá, fica do lado esquerdo da (Rodovia) Cônego Domênico Rangoni. Ali fica essa grande área de 4 milhões de metros quadrados que poderá ser licitada em breve”, afirmou a prefeita.
 
Ainda não foi definido o valor a ser cobrado para a exploração da área. Mas Antonieta garante que o retorno será “significativo” para a economia da cidade. “Existe todo um planejamento de um condomínio, onde teremos atividades econômicas ligadas ao Porto e outras que agreguem valor à economia da nossa cidade. É preciso que empreguem mão de obra. Essa é a diretriz”, destacou.
 
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Entre Barbosa (à esquerda) e Caputo, Maria Anonieta ainda defendeu proposta para o transporte hidroviário
 
Transporte Hidroviário
 
Antonieta também anunciou um plano que pode se tornar o primeiro voltado ao transporte hidroviário na cidade. A ideia é utilizar um terreno da Codesp, que fica em Monte Cabrão (Área Continental de Santos), para o embarque de veículos que seguirão em direção ao Complexo Industrial e Naval de Guarujá (Cing).
 
“Pelo canal de Monte Cabrão, na entrada da cidade, tem uma instalação da Codesp ali. Só que ela seria ampliada e receberia infraestrutura para que o caminhão, ao invés de entrar na cidade, entre ali, vá para a barca e seja conduzido até o Cing. Isso evita que a gente tenha que entrar com esse caminhão dentro da cidade”, explicou Maria Antonieta. Devido à localização da área do futuro terminal, a Prefeitura de Santos terá de avaliar o empreendimento, O prefeito Paulo Alexandre Barbosa prometeu estudá-lo. 
 
No painel, Barbosa também reiterou a necessidade de ampliar a participação dos municípios nas decisões portuárias, como uma forma de resolver os conflitos Porto-Cidade. Em Santos, o principal deles é a operação de grãos nas proximidades da Ponta da Praia, devido ao forte odor causado pela atividade.
 
O problema pode ser solucionado pela adoção de filtros. O investimento, porém, só deve ser realizado após o novo arrendamento dessas instalações, processo que depende do aval do Tribunal de Contas da União(TCU).
 
Esse projeto chegou a ser levado à plenária do TCU, em Brasília, ontem. Mas novamente houve um pedido de vista se o projeto voltou à etapa de estudos.
 
Mergulhão
 
Responsável por eliminar o conflito rodo-ferroviário no Valongo, em Santos, a passagem subterrânea rodoviária prevista para o local–denominada como Mergulhão – precisa de mais R$ 440 milhões para ser construída. Isto porque existem disponíveis R$ 310 milhões para a obra, que custará R$ 750 milhões.
 
De acordo com o presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira, este é o único obstáculo para a construção do Mergulhão. “Eu consigo licitá-lo em 90 a 120 dias, desde que eu tenha o dinheiro para pagar a obra”.

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HEPATITE C - NOVOS MEDICAMENTOS PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Fernandes   
23-11-2014

HEPATITE C - NOVOS MEDICAMENTOS
Palestra no Dia 26 novembro, 4ª Feira, 19:30h
Local: Auditório do Sindipetro
 
Av. Conselheiro Nébias, 248 - Prédio da Sede do Grupo Esperança
Santos - Vl Mathias
 

 
Entrada franca para paciente, médico, enfermeiro, farmacêutico, administrativo da saúde, e demais interessados.
 

São muitos na atualidade,  os medicamentos contra o vírus da Hepatite C, que estão com estudos e testes em andamento, ou já concluídos, que são Sofosbuvir, Daclastavir e Simeprevir,  sendo esses  já utilizados nos Estados Unidos, Japão,  e outros países da Europa e do mundo. No Brasil, estão esperando a aprovação da ANVISA, órgão que libera a circulação do medicamento no país, que inclusive já está com compromisso de análise em prioridade.

 

Portadores da Hepatite C e seus médicos, estão com grande expectativa com a chegada dos novos medicamentos.

 

Inclusão e exclusão do protocolo, ou seja, quem poderá ou não tomar esse medicamento, entre tantas outras dúvidas, poderão ser abordadas nessa reunião.

 

Compareça, e tenha então mais informações sobre os novos medicamentos. A Palestra será com o infectologista Dr. Evaldo Stanislau, Hospital das Clinicas/USP, Hospital Ana Costa, Assessor do MS, representante do Brasil pelas Hepatites na Organização Mundial da Saúde  e vereador em Santos.

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Codesp prepara início da reforma da ponte naval PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Fernandes   
23-11-2014
Projeto

Codesp prepara início da reforma da ponte naval

Fernanda Balbino
N/A
Ponte Naval foi cedida pela Capitania dos Portos
Sede do futuro centro de controle de operações (CCO) do Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (em inglês, Vessel Traffic Management Information System ou VTMIS) do Porto de Santos, a Ponte de Inspeção Naval, que fica na Ponta da Praia, será reformada em breve. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) estima assinar, nos próximos dias, o contrato e a ordem de serviço para a intervenção, que deverá ser concluída em oito meses.
 
A Ponte de Inspeção Naval, que fica na Avenida Almirante Saldanha da Gama, foi cedida pela Capitania dos Portos de São Paulo à Docas para a implantação do CCO. Mas ela terá de ser reformada para receber os equipamentos do sistema.
 
A previsão para a assinatura do contrato foi anunciada pelo diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luís Cláudio Santana Montenegro, na noite da última terça-feira, durante apresentação do VTMIS e suas funcionalidades em um evento na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos (AEAS).
 
De acordo com o dirigente, o projeto do CCO foi elaborado pela Autoridade Portuária, que também definiu os detalhes da reforma. Em seguida, a Docas realizou um pregão eletrônico a fim de contratar uma empresa para o serviço. A vencedora foi a Engeterpa Construções e Participações, que apresentou o lance inicial de R$ 1,285 milhão pela obra. Por ser maior do que o valor estimado pela estatal, houve uma negociação e o valor final foi de R$ 1,116 milhão.
 
Segundo Montenegro, em uma segunda etapa, o empreendimento terá a interferência do consórcio Indra VTMIS Santos, responsável pela implantação do sistema de gerenciamento do tráfego de navios no cais.
 
“Conseguimos autorização para a ordem de serviço. Então a gente já deve começar as obras. Vamos colocar as duas equipes (da Engeterpa e da Indra) em conjunto, porque, no meio da obra, há especificações mais detalhadas da Indra que devem ser observadas na reforma da instalação. Nós vamos caminhar em paralelo e, com isso, conseguir executar no prazo previsto”, explicou o diretor da Codesp.
 
Centro de Operações
 
O CCO é o local onde serão analisados os dados do sistema. Além dos equipamentos instalados na ponte, o VTMIS contará com quatro torres de monitoramento, instalada sem pontos estratégicos: na Ilha da Moela (costa de Guarujá), na Ponta de Itaipu (em Praia Grande), nos arredores do terminal da Dow Química (na entrada do canal, em Guarujá) e na Ilha Barnabé (Área Continental de Santos).
 
Com esses equipamentos, a área de varredura do sistema de monitoramento irá das regiões de fundeio até o Terminal Marítimo da Usiminas. Cada torre terá um radar, uma câmera inteligente e um transponder AIS para a coleta de dados das embarcações.
 
Ainda haverá uma estação meteorológica e um marégrafo. Esses equipamentos poderão fazer com que os navios aproveitem mais sua capacidade de carga, segundo o diretor de Infraestrutura da Indra do Brasil, Cristiano Alves de Oliveira, que participou da exposição na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos.
 
Cerca de 30 pessoas atuarão na implantação do VTMIS do Porto, que custará R$ 31,07 milhões à Codesp. Nos próximos quatro meses será executado o projeto-executivo do empreendimento.Em seguida, serão destinados 16 meses para sua implantação. No restante do tempo, haverá uma operação assistida, em que a indra capacitará os operadores contratados pela Docas.

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