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Escrito por Jorge Fernandes   
05-07-2016

Brasil investe mal em logística

Editorial

 

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Editor Portogente   23 Junho 2016  

Em decorrência dos maus e poucos investimentos em infraestrutura logística, o País paga pela ausência de políticas públicas direcionadas à logística no longo prazo. O apontamento é do diretor executivo da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol), Cesar Meireles. Para ele, dispomos ainda de uma matriz de transportes desbalanceada onde o Brasil ainda tem elevada dependência do modal rodoviário, com 67%, enquanto que, apenas 18% da sua matriz dispõe de infraestrutura ferroviária, 11% no modal aquaviário, e 4% distribuídos nos demais, entre estes o duto e o aeroviário. 

Como salienta o executivo, o Brasil dispor de nove órgãos cuidando da logística no Brasil, onde todos tratam de um mesmo conjunto de coisas relacionadas. "Aprendi desde sempre que cachorro que tem mais de um dono, morre de fome”, afirma. “Como disse, o Brasil investe pouco e quando o faz, faz com baixa competência e qualidade."

Meireles enxerga que o momento é de realizar trade-offs, buscar primoramento de gestão, estudar e aportar melhores bases tecnológicas. “Tratarmos de ouvir ainda mais nossos clientes, e junto com eles desenharmos melhores modelos, alcançando cada vez mais em eficiência operacional."

 

Por Porto Gente

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COMPLEXO DOS ESTIVADORES PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Fernandes   
07-06-2016

COMPLEXO DOS ESTIVADORES

Embora a dificuldade para obter o custeio do Complexo Hospitalar dos Estivadores continue – com o prefeito Paulo Alexandre negociando e aguardando um retorno positivo do Governo Federal – a finalização do prédio continua “a todo vapor”, com a prefeitura cumprindo sua parte para atender melhor à população. Máquinas de ar condicionado com gerador a gás (que permitem economia de 40% no custo anual) chegaram ao local e foram içadas para, posteriormente, serem instaladas. O hospital está pronto para abrir as portas, mas teremos que esperar e cobrar a União para que mantenha o compromisso assumido de auxiliar com as contas mensais!

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MRS registra aumento de 34% no transporte de contêineres PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Fernandes   
30-05-2016

MRS registra aumento de 34% no transporte de contêineres

De janeiro a outubro, concessionária ferroviária movimentou 57 mil TEU. No ano, prevê chegar a 68 mil TEU

FERNANDA BALBINO
15/12/2015 - 13:39 - Atualizado em 15/12/2015 - 13:44
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Uma das concessionárias ferroviárias que atende o Porto de Santos, a operadora MRS Logística registrou um aumento de 34% em seu transporte de contêineres de janeiro a outubro últimos, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 57 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), contra 42,6 mil no exercício anterior. A projeção da empresa é fechar 2015 com 68 mil TEU. 

De acordo com a operadora, em alguns segmentos de carga conteinerizada neste ano, o crescimento verificado revelou-se ainda mais expressivo. Como grande destaque, a MRS aponta as operações com papel e celulose. De 5.678 TEU movimentados nos dez primeiros meses do ano passado, a empresa alavancou suas operações para 12.146 TEU no mesmo período deste ano, uma alta de 113,91%.

Já as operações com produtos automotivos cresceram 49%. Elas passaram de 7.449 TEU no ano passado, para 11.132 TEU entre janeiro e outubro deste ano.

Em relação às bobinas de alumínio, a companhia registrou uma expansão de 26,82%. O volume passou de 850 TEU nos dez primeiros meses de 2014 para 1.078 TEU no mesmo período de 2015.

A criação de uma grade fixa para a saída de trens na Baixada Santista e uma série de obras de infraestrutura são os principais motivos do aumento da movimentação de cargas, segundo a MRS Logística. Para o próximo ano, a operadora prevê manter o aumento na casa de dois dígitos, adotando a mesma estratégia bem sucedida em 2015. 

“O que fez a gente crescer muito foram algumas tomadas de decisão no sentido de estruturar os produtos em contêine-res. E o grande sucesso para que a gente esteja atingindo esse crescimento de volume hoje foi termos criado um sistema de grade fixa de trens na região da Baixada. Ou seja, os trens de contêineres têm data e hora para sair e data e hora para chegar. Então cada serviço que a MRS monta nos pontos que ela atende, a gente tem atendimento fixo e isso trouxe muita confiabilidade junto aos clientes, porque a gente sabe a hora que vai partir e que vai chegar no destino”, destacou a gerente comercial de Industrializados e Granéis da MRS, Elisa Guimarães Figueiredo.

A MRS Logística tem sua malha nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo

Saída de trens em horários fixos foi implantada em 2014 e, gradativamente, a operadora aumentou o número de linhas que atuam nesse sistema. No começo, da Baixada Santista para Sumaré, no Interior do Estado, havia dois serviços semanais. Hoje, são dez. Já para o Vale do Paraíba, no Leste do Estado, são seis saídas por semana.

“No passado, esperávamos encher o trem para levar uma quantidade maior de carga. Hoje, esse trem parte na hora fixa, com carga ou sem carga. É óbvio que, no começo, foi uma aposta da MRS, mas foi a melhor coisa que a gente fez. Os clientes de automotivos, por exemplo, são extremamente criteriosos porque você pode parar uma linha de fabricação (de carros) se não estiver operando dentro dos prazos e a gente conseguiu buscar a confiabilidade pra ter esse tipo de clientes”, explicou Elisa Figueiredo. 

Ramais

Além da grade fixa de partidas dos trens, a MRS fez investimentos que aumentaram a capacidade do sistema, entre eles, no sistema cremalheira. A inauguração do ramal ferroviário do terminal de contêi-neres Embraport, que fica na Área Continental de Santos, na Margem Esquerda do complexo portuário, também foi importante para alavancar o volume de cargas, destaca a gerente comercial de Industrializados e Granéis da concessionária ferroviária. 

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