O RECADO DAS RUAS PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Fernandes   
29-03-2015

29/03/2015

O RECADO DAS RUAS

Editorial

 

Nota

?

0 votos

Passados 15 dias de uma mobilização histórica nas ruas das principais cidades brasileiras, poucas ações concretas foram tomadas, deixando nos cidadãos o sentimento de que continua “tudo como dantes no quartel de Abrantes”.

Apesar dos evidentes sinais de que o governo levou um susto, ele preferiu desqualificar a mensagem pública caracterizando-a como um movimento da elite, restrito aos que perderam nas urnas. Não é necessária nenhuma análise mais profunda para perceber que a iniciativa superou quaisquer expectativas e contou com pessoas que saíram de suas casas em um domingo por livre e espontânea vontade, sem nenhum ganho financeiro, sem representação político-partidária e unicamente movidas pela indignação.

A verdadeira massa humana que lotou as avenidas e praças se sente lesada pela incompetência na gestão macroeconômica, que segue um modelo ultrapassado e inviável de inchaço da máquina pública, integrada por personagens que, ao invés do critério da meritocracia para o ingresso nos quadros dos ministérios e estatais, foram indicados por favorecimento político, envolvidos em corrupção e legislando em causa própria.

O governo ensaiou alguns movimentos divulgando leis anticorrupção mais severas e até acenou com possíveis reformas políticas. O atual momento econômico de recessão, entretanto, reduz os instrumentos do governo para tomar medidas populares ou de expansionismo. A mudança para um modelo econômico ortodoxo após a eleição, ainda mais durante uma crise, até pode ser questionada, mas o poder de manobra fica restrito diante do baixo nível de confiança dos investidores no país. Não podemos ignorar o histórico de intervencionismo, do não cumprimento das metas de superávit, da alta da inflação e, acima de tudo, da dificuldade de apoio do Congresso para as necessárias e sempre adiadas reformas.

Oportunista pelo enfraquecimento do governo perante a população – 64,8% de avaliação negativa –, o Congresso tenta barganhar mais poder ao invés de trabalhar em parceria com o governo num “pacote” sério e comprometido de austeridade, como era de se esperar daqueles que fazem as leis. Ao contrário, o que vemos são representantes do Senado e da Câmara envolvidos com a Operação Lava-Jato, o que desvia o foco das verdadeiras prioridades que deveriam estar em pauta.

No final do dia, fica claro que governo e Congresso Nacional – que a tudo assistiram de seus gabinetes – até agora não acordaram para a realidade de que o Brasil clama por mudanças. Da mesma forma que as pessoas e as organizações ajustam o seu orçamento para enfrentar corajosamente a crise, o governo precisa realizar cortes nos gastos e reduzir as benevolências a seu favor e não simploriamente aumentar impostos e juros e cortar investimentos, o que acaba onerando o trabalhador, reduzindo o seu poder aquisitivo, inibindo o crescimento econômico e a competitividade do país, que não merece nada disto.



*VICE-PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS DA RANDON SA IMPLEMENTOS E PARTICIPAÇÕES E PRESIDENTE DA FRAS-LE

 

Por Zero Hora - RS - DANIEL R. RANDON **

Recomende este artigo...

 
Com medo da dengue, munícipes pedem providências à Prefeitura de Santos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Fernandes   
23-03-2015
São Manoel

Com medo da dengue, munícipes pedem providências à Prefeitura de Santos

Matheus Müller
Medo, impotência e revolta. Esses são os sentimentos de moradores do São Manoel, em Santos, após a morte de Vitor Manoel de Jesus, de 13 anos, que morava no bairro e morreu com suspeita de dengue hemorrágica, na última sexta-feira. 
 
“Todas as pessoas estão muito assustadas. Fazemos de tudo para não acumular água dentro de casa, mas a Prefeitura não visita os terrenos vazios, não faz vistorias. Estamos abandonados aqui”, reclama a dona de casa Márcia de Oliveira Barbosa de Castro, que já teve dengue.
 
Os vizinhos de Vitor dizem que ele era bastante alegre e costumava brincar muito na rua. Em frente a casa de número 77, no Caminho São Manoel, onde ele morava com os pais e mais dois irmãos, entretanto, o que se vê não é um cenário seguro para o lazer.
 
Há diversos contentores de lixo cheios de recipientes que acumulam água parada (ambiente ideal para a proliferação de larvas do Aedes aegypti). A sujeira também atrai bichos, principalmente ratos.
 
“Chegaram a dizer que ele poderia ter morrido de leptospirose (transmitida pela urina do rato), mas ele morreu de dengue hemorrágica. Tinha todos os sintomas e estava sangrando”, conta Leonardo Gomes de Souza Ferreira, morador do bairro, que também teve dengue recentemente.
 
Ele conta que, segundo informações na Policlínica da região, “o São Manoel vive uma epidemia de dengue”, com cerca de seis casos suspeitos da doença por dia. 
 
“Estamos em alerta. Um dos grandes problemas aqui são as borracharias que deixam os pneus encherem de água. Além disso, não há saneamento. Nós pagamos impostos e não temos assistência. A população está assustada”.
 
Ferreira diz já fez contato com a Prefeitura no sábado e relatou o medo da população devido aos casos de dengue. “Eles disseram que amanhã (hoje) estarão aqui com uma força tarefa para verificar a situação”.
 
Outra Morte por dengue?
 
A Tribuna esteve no domingo no São Manoel e conversou com vários moradores. Todos disseram à Reportagem que antes de Vitor Manoel de Jesus, um idoso, de aproximadamente 82 anos, conhecido pela comunidade como Gabiroba, morreu após ter dengue.
 
“O caso dele foi dengue hemorrágica também, porque soubemos que teve febre, dor no corpo e muito sangramentos”, explica Ferreira.
 
Pronto-socorro
 
A Reportagem também esteve ontem no Pronto-Socorro da Zona Noroeste, onde o garoto de 13 anos foi atendido e internado pela primeira vez, antes de morrer. No local, A Tribuna foi informada de que, desde o começo de março, o número de suspeitas de dengue cresceu muito na unidade.
 
Funcionários que não quiseram se identificar disseram que, por dia, recebem mais de 10 pacientes com sintomas da doença. “Este ano estamos atendendo muitos casos, assim como há dois anos, quando houve o surto da dengue na região”, disse um deles.
 
Após ter acesso a guias de atendimentos na unidade, a Reportagem constatou que a origem da maioria dos pacientes é o São Manoel.
 
Enquanto A Tribuna ainda estava no local, um adolescente com suspeita de dengue era atendido. “Meu filho de 12 anos teve febre e está com dor de cabeça e no corpo. No Rádio Clube, onde moro, há muitas pessoas com dengue. Isso assusta muito”, disse Barbara Ferreira Ignês.
 
Dados
 
Segundo o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde no último dia 12, a Baixada Santista já registrou 1.303 suspeitas de dengue
neste ano. Itanhaém teve mais notificações (431). São Vicente é o único lista na categoria “risco de surto de dengue”. A pesquisa foi feita com base em 1.844 cidades que se dispuseram a participar da coleta. 
 
Segundo município com mais suspeitas na região, Santos registrou 360 e está na categoria alerta. Praia Grande (148), Guarujá (143), São Vicente (122) e Cubatão (99) vêm depois. Itanhaém e Praia Grande estão listados como “satisfatórios”, enquanto Guarujá e Cubatão estão em “alerta”. Mongaguá, Peruíbe e Bertioga não constam no estudo.
 
N/A
A Tribuna esteve no bairro e flagrou nas ruas e outros recipientes que acumulam água da chuva

Recomende este artigo...

 
Em local estratégico, Porto de Santos ainda pode crescer PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Fernandes   
17-03-2015
Conheça o Porto

Em local estratégico, Porto de Santos ainda pode crescer

Da Redação
N/A
Porto de Santos ainda pode crescer
Leandro Maia
Colaborador
 
O maior da América Latina. Assim é intitulado o Porto de Santos. O complexo é a principal válvula de escape do País para os mercados nacional e internacional. E diversos motivos o transformaram em local estratégico para o Brasil. 
 
Há pontos necessários para que um porto consiga funcionar e crescer. Entre eles, estão os acessos aquaviários (entrada e saída para os navios) e acessos internos. Por estar na Região Sudeste e perto do principal centro comercial do Brasil – São Paulo –, o complexo está em um local estratégico para o escoamento das cargas. Entre os acessos para chegar ao Porto de Santos, há três opções, que são os modais ferroviário, rodoviário e dutoviário (por dutos).
 
Além disso o Porto de Santos fica em uma área abrigada, onde os pontos de atracação estão no interior do canal, e seguro da força das marés, que poderia atrapalhar o descarregamento dos navios.
 
“Pelo aspecto físico, ele está protegido da força da natureza e é um local abrigado, o que é importante, e também está em uma região com força comercial. Então, o Porto de Santos atende uma região bem desenvolvida, o Sudeste, além de receber uma produção grande do Centro-Oeste”, afirma Jeová Alves Araújo, coordenador do curso de Engenharia Portuária da Universidade Católica de Santos (UniSantos).
 
O espaço disponível também é uma característica que faz com que o complexo santista continue crescendo. O Porto de Santos é um dos poucos no País que trabalham com todos os tipos de carga, de granéis – sólidos ou líquidos, vegetais ou químicos – a contêineres, passando pelas cargas gerais, cargas de projeto e veículos. O cais santista conta com terminais especializados nos mais variados tipos de mercadorias.
 
Mas nada disso funcionaria se não fosse pelo fluxo de navios no complexo. Com linhas de navegação nacionais e internacionais que passam com frequência pelo canal do Porto, Santos se tornou o principal local de escoamento de cargas por via marítima da América Latina.
 
O Porto de Santos reúne características que o fizeram, com o tempo, se transformar no maior da América Latina. E ainda com potencial de crescimento, pois estão sendo feitos investimentos em novos terminais, na dragagem do canal (para receber navios de maior porte) e em novos acessos e espaços para agilizar as operações e movimentar mais cargas no complexo.

Recomende este artigo...

 
 
Produzido por FDG Informática